Sensor de Temperatura d'Água para Pajero TR4 4G94 Gasolina
O sensor de temperatura do líquido de arrefecimento informa a temperatura do motor à ECU e ao painel. Leitura incorreta pode fazer a ECU enriquecer desnecessariamente a mistura ou o piloto ignorar um superaquecimento real.
Sensor Temperatura Água Mitsubishi TR4 2.0 2002-2009 4G94
MD181417
Se aparecer "não compatível", tente em aba anônima — é filtro de perfil do ML.
Especificações Técnicas
| Motor | 4G94 — 2L Gasolina/Flex |
| Aplicação | Pajero TR4 |
| Anos | 2002 a 2013 |
| Código OEM | MD181417 |
| Peça | Sensor de Temperatura d'Água |
| Intervalo | Sem intervalo fixo — substituir ao detectar leitura incorreta |
Veículos Compatíveis
Esta peça se aplica aos seguintes modelos com motor 4G94:
A TR4 saiu gasolina até 2006 e flex de 2007 em diante — é o mesmo motor 4G94 2.0 16V nas duas versões, e as peças de manutenção são as mesmas. Se a sua é flex, esta página vale para ela.
Sempre confirme a compatibilidade pelo código OEM antes da compra.
Diagnóstico e Manutenção
⚠️ Sintomas
- •Painel indicando superaquecimento mesmo com motor em temperatura normal ou leitura errática do marcador de temperatura
- •Ventilador de arrefecimento não aciona ou aciona em regime incorreto (liga tarde ou fica ligado permanentemente)
- •Partida a frio difícil ou marcha lenta irregular, com mistura rica ou pobre fora do ideal
- •Consumo excessivo de combustível e falhas de aceleração, especialmente com motor frio
- •Luz de injeção eletrônica (check engine) acesa com código de falha P0115, P0116, P0117 ou P0118
🔍 Causas Comuns
- •Degradacao natural do termistor NTC interno do sensor por ciclos térmicos prolongados, comum acima de 80.000 km
- •Corrosão nos terminais do conector elétrico ou mau contato causado por infiltração de água e umidade no chicote
- •Trincas ou vazamento no corpo do sensor devido a torque de aperto excessivo ou uso de veda-rosca inadequado
- •Contaminação do líquido de arrefecimento com aditivos incompatíveis ou ferrugem, alterando a leitura térmica do sensor
- •Curto-circuito ou abertura no fio de sinal (circuito 5V referência ECU) por chicote danificado ou derretido próximo ao coletor de admissão
🔧 Procedimento
Passos com “como fazer isso na prática” abrem a explicação completa — você não precisa do manual de serviço em mãos.
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1.1. Verificar código de falha com scanner OBD2. Códigos P0115–P0118 confirmam falha no circuito do sensor de temperatura do líquido de arrefecimento (ECT).
Como fazer isso na prática: Ler e apagar os códigos de falha com scanner ↓
Por que isso importa: O código diz onde a ECU viu problema — é o ponto de partida, não o diagnóstico pronto. E apagar depois do reparo é o que confirma se resolveu: código que não volta é serviço concluído.
Como fazer: Conecte o scanner na tomada OBD-II (fica embaixo do painel, do lado do motorista) com a ignição ligada e o motor desligado. Leia os códigos de TODOS os módulos, não só do motor: falha de rede ou de câmbio ajuda a entender o conjunto. Anote tudo antes de apagar. Faça o reparo, apague os códigos e rode o veículo em condição parecida com a que gerou a falha (mesma faixa de rotação, mesma carga) para ver se retorna.
⚠ Cuidados: Apagar código sem reparar não conserta nada — só esconde o sintoma até a ECU detectar de novo, e você perde a informação de quando começou. O manual Mitsubishi indica a ferramenta própria (M.U.T.-III), mas para LER e APAGAR qualquer scanner OBD-II honesto resolve; a ferramenta de fábrica é necessária para testes de atuador e alguns procedimentos de gravação.
O que fazer com o resultado: Código que volta imediatamente = falha presente, siga o diagnóstico. Código que não volta após dias de uso = era falha intermitente ou já corrigida (conector oxidado que voltou a fazer contato, por exemplo).
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2.2. Localizar o sensor de temperatura: no motor 4G94, fica rosqueado no corpo do termostato, na lateral do cabeçote voltada para a caixa de câmbio. Desligar o conector elétrico.
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3.3. Medir a resistência do sensor com multímetro digital: a 20°C deve indicar entre 2,2 kΩ e 2,7 kΩ; a 80°C entre 290 Ω e 350 Ω. Valores fora dessa faixa indicam sensor defeituoso.
Como fazer isso na prática: Medir resistência com multímetro ↓
Por que isso importa: A resistência revela se a parte elétrica do componente está inteira: circuito aberto (leitura infinita) ou em curto (perto de zero) condenam a peça. É o teste mais barato antes de comprar qualquer coisa.
Como fazer: Chave desligada e conector desconectado — medir com o circuito energizado dá leitura errada e pode danificar o multímetro. Selecione a escala de ohms (Ω), toque as duas pontas nos terminais do componente e anote. Quando o item existe em conjunto (4 velas, 4 injetores, 4 bobinas), meça TODOS e compare entre si: peças do mesmo motor devem dar valores próximos, e a que fugir do padrão é a suspeita. Faça a medição com o motor frio.
⚠ Cuidados: Encoste as pontas do multímetro uma na outra antes de começar: a leitura deve ser praticamente zero. Se não for, o problema está nas pontas ou na bateria do aparelho, não na peça.
O que fazer com o resultado: Leitura infinita = componente ou circuito interrompido. Leitura muito abaixo das demais = curto interno. Valores próximos entre as peças e dentro do esperado = a parte elétrica está boa; se o sintoma continua, o problema é mecânico, hidráulico ou de comando.
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4.4. Se o sensor estiver dentro da especificação, verificar a fiação: medir tensão de referência (≈5V) no conector com ignição ligada e checar continuidade dos fios até a ECU (pino específico no conector C-118).
Como fazer isso na prática: Testar a continuidade da fiação ↓
Por que isso importa: Boa parte dos códigos elétricos é fio ou conector, não peça. Vibração, calor do motor e umidade rompem condutor por dentro do isolamento — o fio parece inteiro por fora e está partido por dentro.
Como fazer: Chave desligada e o conector desligado das duas pontas. Coloque o multímetro na função de continuidade (o símbolo de "bip"). Toque uma ponta em cada extremidade do MESMO fio: se apitar, o fio está inteiro. Depois teste o mesmo fio contra a massa e contra o positivo — não deve apitar em nenhum dos dois. Mexa o chicote enquanto testa: falha intermitente aparece quando você movimenta a fiação.
⚠ Cuidados: Nunca fure o isolamento do fio para medir. O furo entra água, oxida e cria um defeito novo, geralmente pior e mais difícil de achar depois. Meça pelos terminais do conector.
O que fazer com o resultado: Sem continuidade = fio rompido, repare ou substitua o trecho. Continuidade contra a massa ou o positivo = curto, ache onde o isolamento encostou. Fiação e conector bons = aí sim a suspeita recai sobre o componente.
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5.5. Substituir o sensor (código Mitsubishi MD357899 ou equivalente), aplicar veda-rosca anaeróbico na rosca, apertar com torque de 20–25 Nm, encher o sistema com aditivo Mitsubishi Super Long Life e fazer sangria do ar do circuito de arrefecimento.
Como fazer isso na prática: Apertar com torque correto ↓
Por que isso importa: Torque a menos deixa vazar ou solta com a vibração; torque a mais estica o parafuso, deforma a peça e trinca alojamento de alumínio — o prejuízo do excesso costuma ser maior que o da falta.
Como fazer: Use torquímetro, não "força de braço". Aperte em duas etapas: primeiro todos os parafusos com cerca de metade do valor, depois todos com o valor final. Em peça com vários parafusos (cabeçote, tampa, flange), siga a ordem em cruz, do centro para as bordas, para a peça assentar por igual.
⚠ Cuidados: Rosca suja ou com resto de trava química falseia a leitura do torquímetro: limpe antes. Parafuso de cabeçote e alguns de biela são de aperto angular e NÃO se reaproveitam — nesses casos, parafuso novo sempre.
O que fazer com o resultado: Se um parafuso "rodar sem apertar", a rosca do alojamento se foi: pare e resolva a rosca (bucha de reparo) antes de continuar. Apertar mais não resolve e piora.
💡 No 4G94 existem dois sensores de temperatura: o do painel (1 fio, inferior no termostato) e o da ECT para injeção (2 pinos, superior no termostato). Atente-se para não confundi-los — o sensor da injeção é o que comanda a sonda lambda fria, ponto de injeção e acionamento do ventilador. Ao trocar, use obrigatoriamente aditivo Mitsubishi ou equivalente orgânico de longa duração; aditivos silicatos ou de formulação errada causam falsas leituras e degradam o NTC prematuramente. Aproveite e verifique o estado do termostato (abre a 82°C ± 2°C), pois a remoção do sensor exige drenagem parcial do líquido e é o momento ideal.
Dúvidas Frequentes
Qual sensor de temperatura d'água usar no Pajero TR4 4G94? ↓
Para o Pajero TR4 com motor 4G94 (2002 a 2013), use Sensor de Temperatura d'Água, código OEM MD181417. O produto verificado é: Sensor Temperatura Água Mitsubishi TR4 2.0 2002-2009 4G94.
De quanto em quanto tempo ou km troca o sensor de temperatura d'água do 4G94? ↓
Sem intervalo fixo — substituir ao detectar leitura incorreta. Consulte sempre o manual do proprietário do seu veículo para confirmação.
Quanto custa o sensor de temperatura d'água para o 4G94? ↓
O preço médio do sensor de temperatura d'água verificado para o motor 4G94 é de R$ 148 no Mercado Livre. Preços podem variar por marca e vendedor.
Preciso ir à concessionária para trocar o sensor de temperatura d'água no 4G94? ↓
Não. O sensor de temperatura d'água pode ser trocado em qualquer oficina de confiança ou, dependendo da peça, pelo próprio proprietário. Use sempre o código OEM correto para garantir a peça compatível.
Sensor de Temperatura d'Água para Pajero TR4
A partir de R$ 148 · Verificado